Fundador

Venerável Padre Manuel Nunes Formigão

Homem de Deus, Apóstolo de Fátima e Fundador

I. Vida

O P. Formigão foi um Homem de Deus, um justo no sentido bíblico. Desde a sua infância manifestou força de carácter e inteligência.
Doutorado aos vinte e seis anos manifesta-se um pedagogo que convence com força irresistível.

Torna-se ao tempo um modelo de educação. Pela sua afabilidade e doçura conquista as pessoas com quem trata; zeloso apóstolo do reino não mede esforços na implantação do mesmo, criando associações, interferindo na vida social e cultural da época, desenvolve um apostolado múltiplo e heterogéneo.

O seu biógrafo diz que a "têmpera sacerdotal da sua alma, a sua abnegação e a sua heróica caridade cristã" manifestam-se no cuidado com os doentes e os pobres em diversas circunstâncias históricas. Esta força interior resulta da sua intimidade com Deus. Homem de Deus, Homem de oração silenciosa e atenta, buscava Deus com a fidelidade e a confiança do eremita. Nada nem ninguém o distraía nos momentos de recolhimento e celebração eucarística.

Centrado em Deus, n'Ele vivia e se movia.

Foi ardoroso Apóstolo de nossa Senhora e Fátima. Cético num primeiro momento, acostumado a buscar a verdade dos acontecimentos com método científico, investiga com rigorosa acuidade os acontecimentos de Fátima.

- Interroga os Pastorinhos, são dele os primeiros e minuciosos inquéritos.
- Ouve as testemunhas oculares, ele próprio se torna testemunha da última aparição e rende-se ao mistério e à revelação do amor de Deus na mensagem de Nossa Senhora de Fátima. 
- Assume o cuidado dos Pastorinhos a quem dirige e aconselha com zelo de pai.
- Interioriza a mensagem de Nossa Senhora e torna-se o seu arauto fiel e incansável.

Viu na Mensagem de Nossa Senhora um apelo claro à reparação e desde muito cedo começou a divulgar o espírito reparador.

A revelação de Nossa Senhora à Jacinta nos últimos dias da sua vida: "É preciso que haja quem faça reparação" é dirigida expressamente ao P. Formigão. Que a faz sua, lhe dá corpo e vida fundando uma Congregação Religiosa inteiramente dedicada à reparação. Fundador humilde, discreto, quase invisível sofre as dores do parto doloroso que têm todas as obras de Deus. Na sua grande humildade manteve-se firme na vontade de Deus e tornou-se o Pai espiritual das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima e da Obra Reparadora de Fátima.

II. Cronologia do Fundador

Século XIX
1 de janeiro de 1883 - Nascimento em Tomar
18 de fevereiro de 1883 - Baptismo na Igreja de S. João Baptista de Tomar

22 de setembro de 1895 - Entrada no Seminário Menor de Farrobo

1 de março de 1896 - Crisma pelo Cardeal José Sebastião Neto
6 de junho de 1896 - Admissão na Arquiconfraria do Imaculado Coração de Maria

outubro de 1898 - Passagem à Filisofia
outubro de 1900 - Passagem à Teologia no Seminário Maior de Santarém

20 de novembro de 1901 - Tonsura e Ordens Menores

outubro de 1903 - Começa Direito Canónico na Universidade Gregoriana de Roma

13 de julho de 1906 - Doutoramento em Direito Canónico

4 de abril de 1908 - Ordenação sacerdotal em Roma

4 de julho de 1909 - Doutoramento em Teologia
julho a setembro de 1909 - Estadia em Lourdes ao serviço do Santuário
10 de outubro de 1909 - Inicia a sua actividade de Professor no Seminário de Santarém

todo o ano de 1915 - Juiz da Relação no Patriarcado

13 de setembro de 1917 - Em Fátima, na 5ª aparição de Nossa Senhora
outubro de 1917 - Professor no Liceu de Santarém

9 de fevereiro de 1920 - A Jacinta transmite a Mensagem de Nossa Senhora dirigida ao Cónego Formigão

3 de maio de 1922 - Nomeado para a comissão do Processo Canónico de Fátima

31 de março de 1925 - Cónego da Sé Patriarcal

13 de outubro de 1930 - Aprovação Canónica das Aparições de Fátima

30 de setembro de 1931 - Deixa Santarém e passa a Capelão do Noviciado em Dafundo

29 de setembro a 30 de novembro de 1933 - Viagem de alta informação sobre Institutos Religiosos

15 de outubro de 1934 - Transfere-se para a Diocese de Bragança a pedido do Bispo

3 de junho de 1935 - Funda em Bragança dois Patronatos para jovens pobres

janeiro de 1937 - Funda a Revista Stella

1 de janeiro de 1940 - Funda o Mensageiro de Bragança

janeiro de 1942 - Funda o Almanaque de Nossa Senhora de Fátima

2 de outubro de 1943 - Deixa Bragança e vai para Évora a pedido do Arcebispo

11 de abril de 1949 - A Congregação por ele fundada é reconhecida por Direito Diocesano
22 de agosto de 1949 - Primeiras Profissões Canónicas das religiosas

2 de outubro de 1954 - Deixa Bragança e vai para Évora a pedido do Arcebispo
dezembro de 1954 - Muda para Fátima a pedido do Bispo de Leiria

30 de janeiro de 1958 - Entrega a sua Alma a Deus
16 de novembro de 2000 - A Conferência Episcopal Portuguesa concede anuência, para a introdução da Causa de Canonização do Pe. Formigão.

15 de setembro de 2001 - Abertura Solene e Oficial do Processo de Canonização

16 de abril de 2005 - Clausura do Processo Diocesano de Canonização
28 de outubro de 2005 - Emitido, em Roma, o Decreto de Validade do Processo.

2006 - O trabalho da realização da POSITIO iniciou em 2006 e terminou a 13 de fevereiro de 2013

28 de janeiro de 2017 - Trasladação do restos mortais do Cemitério de Fátima para a Casa Nossa Senhora das Dores, rua Francisco Marto, 203 - Fátima

14 de abril de 2018 - O Papa autorizou a Congregação para a Causa dos Santos a promulgar o decreto das virtudes heróicas do Servo de Deus Manuel Nunes Formigão.

III. Processo de Canonização

A fama de santidade de que gozava o Venerável Manuel Nunes Formigão, amplamente reconhecida por inúmeros testemunhos orais e escritos, e a consciência de que a luz não deve ficar escondida, mas colocada bem alto para servir de exemplo e incentivo ao Povo de Deus, levou a Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, a diligenciar a introdução da Causa de Canonização do seu Fundador, juntamente com a diocese de Leiria-Fátima de que era Bispo D. Serafim Ferreira Sousa e Silva.

A Conferência Episcopal Portuguesa, sob a presidência do Cardeal Patriarca D. José Policarpo, deu a sua anuência em Novembro de 2000.

O Processo, iniciado em 15 de Setembro de 2001, encontra-se Congregação para as Causas dos Santos, em Roma, e aguarda confirmação da santidade do Servo de Deus, por parte da Igreja.

ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO VENERÁVEL MANUEL NUNES FORMIGÃO

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, no Vosso amor infinito, quisestes chamar o Vosso el Servo Manuel Nunes Formigão a participar no Vosso Sacerdócio, e concedestes-lhe a graça de ser defensor intrépido da Fé, testemunha generoso na Caridade, exemplo sublime na humildade, Apóstolo zeloso da Mensagem da Vossa e Nossa Mãe em Fátima. Dignai-Vos revesti-lo da glória que concedeis a quantos Vos servem com amor, dai-nos a generosidade de o seguir como modelo de virtudes e, por sua intercessão, concedei-nos a graça que Vos pedimos.

Com aprovação Eclesiástica –

Objectivos da ORF
I. Viver o espírito de oração, reparação e conduzir para o Reino de Deus todos os homens e mulheres de boa vontade;
II. Promover a participação do Povo de Deus na missão reparadora, mariana e apostólica da Congregação;
III. Difundir a Mensagem de Fátima, na fidelidade aos ensinamentos da Igreja e do Padre Manuel Nunes Formigão;
IV. Incentivar nos fiéis o amor e a adoração pela Santíssima Eucaristia, em atitude de reparação;
V. Proporcionar aos fiéis leigos o aprofundamento da sua vocação baptismal à luz da espiritualidade reparadora, em ordem a um compromisso missionário mais esclarecido na Igreja e na sociedade.
I. Poderão aderir à ORF cristãos leigos que desejam viver mais profundamente o seu compromisso baptismal de anúncio do Reino, numa identificação com os seus fins;
II. Só poderão ser admitidos os fiéis que tiverem completado 16 (dezasseis) anos de idade;
III. Não podem ser admitidos os fiéis que não estejam em comunhão com a Igreja e que não dêem testemunho da sua vocação cristã;
IV. A ORF estará aberta também à admissão de crianças, segundo moldes a definir pela Direcção nacional, considerando o papel dos pastorinhos nas aparições de Nossa Senhora de Fátima;
V. Antes da admissão ao primeiro compromisso, os fiéis devem completar a sua formação com a duração de dois anos, de acordo com as orientações da Direcção;
VI. Depois desta formação, o (a) candidato (a), solicita à Direcção, por escrito, a sua admissão;
VII. Compete à Direcção nacional admitir os membros, depois de ouvido o parecer do Núcleo local e o parecer da Congregação, através das Irmãs Assistentes espirituais dos Núcleos.
Rezar com o Venerável Padre Manuel Nunes Formigão
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IV. Família - Obra Reparadoras de Fátima

A Obra Reparadora de Fátima (ORF) foi concebida pelo Apóstolo de Fátima, Manuel Nunes Formigão em resposta aos apelos dirigidos aos três pastorinhos na Cova da Iria e mais concretamente à Jacinta, quando se encontrava no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

A Obra Reparadora oferece aos seus membros a Espiritualidade da Mensagem de Fátima em três vertentes:

- Reparadora - pela vivência do espírito de reparação, como a definia o P. Formigão: «A reparação não é um conjunto de práticas, mas um espírito - o espírito de reparação».
- Mariana - imitando as virtudes de Maria, sobretudo a sua doação plena e total em união com Seu Filho Jesus para a salvação da humanidade.
- Apostólica - participando na acção pastoral e missionária da Igreja.

A ORF destina-se a todos os cristãos leigos que desejam viver mais profundamente o seu compromisso baptismal de anúncio do Reino, numa identificação com os seus fins (art. 4.º, n.º 1, dos Estatutos).
A finalidade desta Obra é viver o espírito de oração, reparação e conduzir para o Reino de Deus todos os homens e mulheres de boa vontade. Pela sua vida digna de amor e fidelidade a Deus cada associado contribuirá para o maior bem da Igreja, através do apostolado feito em moldes adaptados às necessidades e exigências dos tempos modernos, contribuindo assim para a recristianização das famílias e das sociedades.
Venerável Padre Manuel Nunes Formigão -

V. Interrogatório aos Pastorinhos

O interrogatório realizado pelo Venerável Padre Manuel Nunes Formigão aos Pastorinhos de Fátima, no dia 13 de Outubro de 1917, foi um dos momentos mais importantes para a documentação e investigação das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Após a última aparição, que ocorreu por volta das 12h00, o Padre Formigão fez parte da comissão de inquérito nomeada pelo Bispo de Leiria e foi incumbido de entrevistar os videntes para obter mais informações sobre os acontecimentos e a mensagem transmitida pela Virgem Maria. Lúcia, a vidente principal, foi a primeira a ser interrogada, e o processo decorreu na casa da família Marto, por volta das 19h00.

Durante o interrogatório questionou Lúcia sobre os detalhes das aparições, as mensagens recebidas e as reacções das outras duas crianças, Francisco e Jacinta. Este interrogatório foi o ponto de partida para a documentação oficial do fenómeno de Fátima, sendo a primeira redacção manuscrita considerada um dos documentos fundamentais no processo de análise e verificação dos acontecimentos. Através das perguntas e das respostas dadas pelos Pastorinhos, a Igreja procurava compreender melhor o impacto espiritual e as implicações das visões, que, à altura, despertavam uma atenção crescente, tanto a nível local como em todo o país.

VII. Galeria de Fotografias

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